{"id":2297,"date":"2017-12-11T07:10:44","date_gmt":"2017-12-11T07:10:44","guid":{"rendered":"http:\/\/maedagua.pt\/?p=2297"},"modified":"2017-12-11T09:00:49","modified_gmt":"2017-12-11T09:00:49","slug":"em-redor-dos-olivais-ii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/maedagua.pt\/?p=2297","title":{"rendered":"Em redor dos olivais (II)"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section bb_built=&#8221;1&#8243; specialty=&#8221;on&#8221; _builder_version=&#8221;3.0.47&#8243;][et_pb_column type=&#8221;3_4&#8243; specialty_columns=&#8221;3&#8243;][et_pb_row_inner _builder_version=&#8221;3.0.47&#8243;][et_pb_column_inner type=&#8221;4_4&#8243; saved_specialty_column_type=&#8221;3_4&#8243;][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.0.91&#8243; text_font_size=&#8221;15px&#8221; text_line_height=&#8221;1.5em&#8221; background_size=&#8221;initial&#8221; background_position=&#8221;top_left&#8221; background_repeat=&#8221;repeat&#8221; saved_tabs=&#8221;all&#8221; background_layout=&#8221;light&#8221;]<\/p>\n<p><span style=\"color: #333333;\">por Rui Rufino<br \/>\n11 Dezembro 2017<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333333;\">No nosso primeiro artigo sobre os olivais referimos como a olivicultura sofreu importantes modifica\u00e7\u00f5es em anos recentes, com a introdu\u00e7\u00e3o de olivais intensivos em terrenos tradicionalmente utilizados para culturas anuais. Neste artigo olhamos para os efeitos que as altera\u00e7\u00f5es recentes na olivicultura poder\u00e3o ter sobre as comunidades de aves.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333333;\">De acordo com dados do INE (Instituto Nacional de Estat\u00edstica) a \u00e1rea do territ\u00f3rio continental portugu\u00eas ocupada com olival est\u00e1 hoje quase ao n\u00edvel de 2005 cifrando em cerca de 360.000ha, valor inferior aos cerca de 550.000ha registados em 1957, mas um pouco acima dos valores registados no in\u00edcio do s\u00e9culo XX (Reis, 2014). Ou seja, se olharmos apenas para a \u00e1rea ocupada por esta cultura n\u00e3o compreendemos as modifica\u00e7\u00f5es que ela sofreu, sobretudo porque as pr\u00e1ticas tradicionais t\u00eam sido gradualmente substitu\u00eddas por pr\u00e1ticas mais intensivas. J\u00e1 se olharmos para a varia\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o dos olivais os efeitos das altera\u00e7\u00f5es come\u00e7am a ser melhor compreendidos.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_2303\" style=\"width: 410px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2303\" class=\"wp-image-2303\" src=\"https:\/\/maedagua.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Olivais-II-4.jpg\" alt=\"Fiadas de oliveiras.\" width=\"400\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/maedagua.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Olivais-II-4.jpg 750w, https:\/\/maedagua.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Olivais-II-4-300x225.jpg 300w, https:\/\/maedagua.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Olivais-II-4-510x382.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><p id=\"caption-attachment-2303\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"color: #333333;\">Olival extensivo recente no Alentejo.<\/span><\/p><\/div>\n<p><span style=\"color: #333333;\">De facto, na regi\u00e3o do Alentejo a produ\u00e7\u00e3o de azeitona aumentou de forma muito significativa na \u00faltima d\u00e9cada, como resultado da introdu\u00e7\u00e3o de novas pr\u00e1ticas, nomeadamente dos olivais intensivos, pois a produtividade dos olivais nesta zona passou de 484kg\/ha para 2231kg\/ha em pouco mais de 10 anos (Avillez, 2016). Este aumento de produtividade registou-se em todo o pa\u00eds, com excep\u00e7\u00e3o do Algarve, mas foi claramente mais evidente no Alentejo (4,6 vezes) e na Beira Litoral e Entre Douro e Minho com crescimentos da ordem das 2 a 3 vezes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333333;\">O olival passa actualmente por uma grande transforma\u00e7\u00e3o que, a prazo, poder\u00e1 implicar o abandono dos olivais tradicionais e a subsequente substitui\u00e7\u00e3o por outras culturas, sobretudo nas \u00e1reas onde solos e a morfologia do terreno n\u00e3o favorecem a intensifica\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333333;\">Ora, esta mudan\u00e7a ter\u00e1 certamente impactes sobre as comunidades de aves e eles far-se-\u00e3o sentir de duas formas distintas. Em primeiro lugar ele ser\u00e1 sentido nas comunidades de aves que dependem das \u00e1reas ocupadas com culturas anuais que t\u00eam sido gradualmente convertidas em olival e, em segundo lugar, nas popula\u00e7\u00f5es de aves invernantes que dependem dos olivais e da apanha tradicional para sobreviver durante o Inverno.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_2304\" style=\"width: 410px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2304\" class=\"wp-image-2304\" src=\"https:\/\/maedagua.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/DSC_0701.jpg\" alt=\"Olival extensivo\" width=\"400\" height=\"266\" srcset=\"https:\/\/maedagua.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/DSC_0701.jpg 795w, https:\/\/maedagua.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/DSC_0701-300x199.jpg 300w, https:\/\/maedagua.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/DSC_0701-768x510.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><p id=\"caption-attachment-2304\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"color: #333333;\">Olival tradicional com pousio.<\/span><\/p><\/div>\n<p><span style=\"color: #333333;\">Relativamente \u00e0s aves que ocorrem nas \u00e1reas ocupadas por culturas anuais, nomeadamente aquelas que utilizam o que se convencionou chamar por estepe cereal\u00edfera alentejana, h\u00e1 diversos trabalhos que real\u00e7am a import\u00e2ncia destes habitats para um conjunto de esp\u00e9cies com estatuto de amea\u00e7a em Portugal, nomeadamente a abetarda e o sis\u00e3o. Ainda assim, a ocupa\u00e7\u00e3o deste habitat por olivais intensivos n\u00e3o deixou de se fazer, mesmo em \u00e1reas sujeitas a um regime de protec\u00e7\u00e3o como as <a href=\"http:\/\/www.icnf.pt\/portal\/pn\/biodiversidade\/rn2000\/rn-pt\/rn-contin\/zpe-pt\">Zonas de Protec\u00e7\u00e3o Especial<\/a> (ZPE).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333333;\">J\u00e1 para as aves invernantes em olivais a informa\u00e7\u00e3o dispon\u00edvel \u00e9 mais escassa, embora alguns trabalhos mostrem que os olivais suportam densidades muito elevadas de aves durante o per\u00edodo de Inverno (Rey, 2011) e mesmo densidades que s\u00e3o superiores \u00e0 generalidade dos habitats existentes no nosso territ\u00f3rio (Pina, <em>et al.<\/em> 1990). De facto, trabalhos realizados no final dos anos 80 (Pina, <em>et al.<\/em> 1990) em diversos habitats, incluindo os olivais tradicionais, apontam para densidades superiores a 1500aves\/km<sup>2<\/sup> nos olivais, sendo estas as mais elevadas dos habitats estudados.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333333;\">Para esp\u00e9cies como as toutinegras-de-barrete-preto e de cabe\u00e7a-preta, os tordos-comuns e os chapins-reais os olivais tradicionais s\u00e3o os locais onde se registam as maiores densidades de invernantes (Pina, <em>et al.<\/em> 1990), o que revela a import\u00e2ncia que eles devem assumir para a manuten\u00e7\u00e3o das suas popula\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_2299\" style=\"width: 410px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2299\" class=\"wp-image-2299\" src=\"https:\/\/maedagua.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Parus-major.jpg\" alt=\"Ilustra\u00e7\u00e3o de chapim-real\" width=\"400\" height=\"268\" srcset=\"https:\/\/maedagua.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Parus-major.jpg 795w, https:\/\/maedagua.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Parus-major-300x201.jpg 300w, https:\/\/maedagua.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Parus-major-768x514.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><p id=\"caption-attachment-2299\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"color: #333333;\"><em>Parus major<\/em>: chapim, cachapim, cedo-vem, mejengra; estes s\u00e3o apenas alguns dos nomes de uma das mais conhecidas aves das aves da fauna portuguesa, muito abundante nos olivais. Uma das v\u00e1rias esp\u00e9cies que poder\u00e3o vir a ser muito afectadas pelo desaparecimento dos olivais tradicionais. Ilustra\u00e7\u00e3o de Rosa Bernardo.<\/span><\/p><\/div>\n<p><span style=\"color: #333333;\">Tendo em considera\u00e7\u00e3o a \u00e1rea ocupada pelos olivais em Portugal e as densidades de aves observadas \u00e9 f\u00e1cil perceber que estamos a falar de milh\u00f5es de aves que podem vir a perder o seu sustento durante o Inverno, caso os olivais tradicionais sejam substituidos por outras culturas. O facto de se tratar maioritariamente de esp\u00e9cies que n\u00e3o possuem estatuto de amea\u00e7a em Portugal n\u00e3o diminui a import\u00e2ncia desta perda que se avizinha a passo acelerado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333333;\">Dir-nos-\u00e3o que nos olivais intensivos tamb\u00e9m h\u00e1 azeitona que estas aves podem consumir, mas a realidade \u00e9 outra, porque o mais importante \u00e9 a disponibilidade do fruto para as aves. De facto, uma vez que a apanha da azeitona \u00e9 efectuada de forma mecanizada o fruto fica dispon\u00edvel por um per\u00edodo de tempo muito reduzido e depois da apanha muito pouco sobra nas \u00e1rvores. Por outro lado, em muitos olivais a apanha tem lugar mais cedo, quando o fruto ainda n\u00e3o est\u00e1 completamente maduro e a maior parte das aves invernantes ainda n\u00e3o chegou. Finalmente, as variedades de oliveiras usadas nos olivais intensivos produzem um fruto que, em m\u00e9dia, tem uma maior dimens\u00e3o daquele que as variedades tradicionais produzem em condi\u00e7\u00f5es de sequeiro, pelo que os frutos dispon\u00edveis para as aves s\u00e3o mais dif\u00edceis de consumir. Em resumo, embora continue a haver azeitona nos olivais intensivos ela tem o tamanho errado e est\u00e1 dispon\u00edvel para as aves na altura errada e por um per\u00edodo de tempo reduzido.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_2306\" style=\"width: 410px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2306\" class=\"wp-image-2306\" src=\"https:\/\/maedagua.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Olivais-II-2.jpg\" alt=\"Paisagem de olival e azinho \" width=\"400\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/maedagua.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Olivais-II-2.jpg 750w, https:\/\/maedagua.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Olivais-II-2-300x225.jpg 300w, https:\/\/maedagua.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Olivais-II-2-510x382.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><p id=\"caption-attachment-2306\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"color: #333333;\">Mosaico de olival e azinho disperso.<\/span><\/p><\/div>\n<p><span style=\"color: #333333;\">Neste quadro negro para milhares, ou mesmo milh\u00f5es, de aves torna-se urgente encontrar solu\u00e7\u00f5es para minimizar este impacte, nomeadamente diferenciando os modos de produ\u00e7\u00e3o e valorizando outros aspectos associados \u00e0 produ\u00e7\u00e3o tradicional, como a conserva\u00e7\u00e3o da natureza e da biodiversidade e a reten\u00e7\u00e3o de carbono, que no caso das oliveiras tradicionais se pode prolongar por milin\u00e9nios.<\/span><\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.0.91&#8243; text_font_size=&#8221;13px&#8221; text_line_height=&#8221;1.5em&#8221; background_size=&#8221;initial&#8221; background_position=&#8221;top_left&#8221; background_repeat=&#8221;repeat&#8221; saved_tabs=&#8221;all&#8221; background_layout=&#8221;light&#8221; module_alignment=&#8221;left&#8221;]<\/p>\n<p><span style=\"color: #333333;\">Refer\u00eancias:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333333;\">Avilez, F. 2016. A import\u00e2mcia econ\u00f3mica do sector do azeite. <em>Semin\u00e1rio \u201cO Sector do Azeite: crescimento e competitividade\u201d<\/em>. Agroges, Sociedade de estudos e projectos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333333;\">Pina, J.P., Rufino, R., Ara\u00fajo, A. &amp; Neves, R. 1990. Breeding and wintering passerine densities in Portugal. Proc. IBCC\/EOAC Conf. &#8211; Bird Census and Atlas Studies, Ed. K. Stastny &amp; V. Bejcek.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333333;\">Reis, P. 2014. <em>O olival em Portugal \u2013 din\u00e2micas, tecnologias e rela\u00e7\u00e3o com o desenvolvimento rural<\/em>. Animar, Lisboa.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #333333;\">Rey, P.J. 2011. Preserving frugivorous birds in agro-ecosystems: lessons from Spanish olive orchards. Journal of Applied Ecology 48: 228-237.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333333;\">Veja tamb\u00e9m o nosso artigo <a href=\"https:\/\/maedagua.pt\/?p=2219\">&#8220;Ao redor dos olivais (I)&#8221;<\/a><\/span><\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column_inner][\/et_pb_row_inner][et_pb_row_inner _builder_version=&#8221;3.0.47&#8243;][et_pb_column_inner type=&#8221;1_2&#8243; saved_specialty_column_type=&#8221;3_4&#8243;][et_pb_social_media_follow url_new_window=&#8221;off&#8221; _builder_version=&#8221;3.0.91&#8243; saved_tabs=&#8221;all&#8221; follow_button=&#8221;off&#8221; background_layout=&#8221;light&#8221;] [et_pb_social_media_follow_network social_network=&#8221;facebook&#8221; url=&#8221;https:\/\/www.facebook.com\/maedagua.pt\/posts\/750674298465883&#8243; _builder_version=&#8221;3.0.91&#8243; link_shape=&#8221;rounded_rectangle&#8221; follow_button=&#8221;off&#8221; url_new_window=&#8221;off&#8221; background_color=&#8221;#3b5998&#8243; skype_action=&#8221;call&#8221; use_background_color_gradient=&#8221;off&#8221; 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