{"id":2219,"date":"2017-11-13T10:08:55","date_gmt":"2017-11-13T10:08:55","guid":{"rendered":"http:\/\/maedagua.pt\/?p=2219"},"modified":"2017-11-20T17:44:09","modified_gmt":"2017-11-20T17:44:09","slug":"ao-redor-dos-olivais-i","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/maedagua.pt\/?p=2219","title":{"rendered":"Ao redor dos olivais (I)"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section bb_built=&#8221;1&#8243; fullwidth=&#8221;off&#8221; specialty=&#8221;on&#8221;][et_pb_column type=&#8221;3_4&#8243; specialty_columns=&#8221;3&#8243;][et_pb_row_inner][et_pb_column_inner type=&#8221;4_4&#8243; saved_specialty_column_type=&#8221;3_4&#8243;][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.0.87&#8243; text_font_size=&#8221;15px&#8221; text_line_height=&#8221;1.5em&#8221; background_size=&#8221;initial&#8221; background_position=&#8221;top_left&#8221; background_repeat=&#8221;repeat&#8221; background_layout=&#8221;light&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221; saved_tabs=&#8221;all&#8221; border_style_all=&#8221;solid&#8221;]<\/p>\n<p><span style=\"color: #333333;\">por Renato Neves<br \/>\n13 Novembro 2017<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333333;\">O azeite \u00e9 um elemento essencial nas cozinhas e mesas portuguesas, a sua necessidade generalizada por todas as camadas sociais, e por diversas ind\u00fastrias, nomeadamente as conservas, levaram \u00e0 expans\u00e3o da cultura da oliveira muito para l\u00e1 do que seriam as suas regi\u00f5es de elei\u00e7\u00e3o em Portugal, conferindo uma enorme import\u00e2ncia econ\u00f3mica a este produto, encontrando-se por isso oliveiras e olivais fora de um contexto clim\u00e1tico de fei\u00e7\u00f5es eminentemente \u201cmediterr\u00e2nicas\u201d; nessas situa\u00e7\u00f5es vamos encontrar as \u00e1rvores dispersas, ou em pequenos n\u00facleos, em locais mais abrigados e soalheiros.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333333;\">Por\u00e9m os verdadeiros olivais em Portugal situam-se em Tr\u00e1s-os-Montes, Beira Interior, Ribatejo e Alentejo. As condi\u00e7\u00f5es nestas regi\u00f5es levaram a cultura at\u00e9 \u00e0s encostas declivosas dos grandes rios, ou \u00e0s cristas quartz\u00edticas e serranias calc\u00e1rias, num trabalho cicl\u00f3pico de constru\u00e7\u00e3o de socalcos, muitas vezes para a ocupa\u00e7\u00e3o de uma \u00fanica \u00e1rvore num \u00fanico socalco. Nos planaltos ou nas colinas as planta\u00e7\u00f5es apresentam-se a compassos regulares, ou regista-se a presen\u00e7a das oliveiras em bordadura, limitando propriedades ou formando alamedas em caminhos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333333;\">Sendo uma cultura antiga, n\u00e3o \u00e9 raro encontrar \u00e1rvores centen\u00e1rias e, mesmo at\u00e9 milen\u00e1rias, que lhes conferem o estatuto de \u00e1rvores monumentais, sendo conhecidos em Portugal pelo menos 3 diferentes exemplares com idades superiores a 2.000 anos, remontando a mais antiga a cerca de 3350 anos (ICNF)*, contempor\u00e2nea portanto da civiliza\u00e7\u00e3o mic\u00e9nica\u2026<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_2221\" style=\"width: 410px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2221\" class=\"wp-image-2221\" src=\"https:\/\/maedagua.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/Foto-2-Olivais.jpg\" alt=\"Exemplar de oliveira centen\u00e1ria num olival no Alvito (Alentejo)\" width=\"400\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/maedagua.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/Foto-2-Olivais.jpg 795w, https:\/\/maedagua.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/Foto-2-Olivais-300x225.jpg 300w, https:\/\/maedagua.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/Foto-2-Olivais-768x576.jpg 768w, https:\/\/maedagua.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/Foto-2-Olivais-510x382.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><p id=\"caption-attachment-2221\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"color: #333333;\">Oliveira centen\u00e1ria<\/span><\/p><\/div>\n<p><span style=\"color: #333333;\">A gest\u00e3o tradicional dos olivais implica opera\u00e7\u00f5es de poda anuais ap\u00f3s a safra, a que se segue a queima do material sem aproveitamento para lenha, que ocorre no pr\u00f3prio local, com a consequente incorpora\u00e7\u00e3o de cinzas no terreno, fazendo-se tamb\u00e9m a lavra do solo para arejamento das terras e a limpeza dos matos, muitas vezes completada pela pastagem do gado mi\u00fado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333333;\">Semelhante maneio \u00e9 claramente vantajoso para a biodiversidade, sendo que nas situa\u00e7\u00f5es de socalcos a expressiva presen\u00e7a das pedras constitui tamb\u00e9m micro habitats rup\u00edcolas, que conjuntamente com os troncos das oliveiras constitui locais de abrigo, ou perman\u00eancia, para numerosas esp\u00e9cies.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333333;\">A cultura da oliveira e a produ\u00e7\u00e3o de azeite conheceram um per\u00edodo de decl\u00ednio em Portugal a partir dos anos sessenta do s\u00e9culo passado, que levaram \u00e0 substitui\u00e7\u00e3o desta cultura em muitas regi\u00f5es, num processo que se intensificou logo ap\u00f3s a ades\u00e3o de Portugal \u00e0 CEE na sequ\u00eancia da chamada PAC, havendo nessa altura apoios ao arranque do olival.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333333;\">Jos\u00e9 Saramago nas suas \u201cPequenas Mem\u00f3rias\u201d lamenta a perda dos velhos olivais da sua inf\u00e2ncia na Azinhaga (Goleg\u00e3), interrogando-se para onde teriam ido os lagartos que se abrigavam nos seus carcomidos troncos, o que constitui uma curiosa nota, ou reparo \u201cecol\u00f3gico\u201d por parte do autor.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333333;\">A partir dos anos noventa, na sequ\u00eancia da valoriza\u00e7\u00e3o da chamada \u201cdieta mediterr\u00e2nica\u201d, ocorre um interesse generalizado pelo azeite quer por parte do mercado interno, quer do mercado externo tradicional (Brasil, \u00c1frica), quer da parte de novos mercados (Europa do Norte), circunst\u00e2ncia que levou ao incremento da cultura da oliveira, desta feita atrav\u00e9s de incentivos \u00e0 instala\u00e7\u00e3o de olivais em regime intensivo ou super intensivo, com recurso a rega e \u00e1rvores adaptadas \u00e0 apanha mec\u00e2nica da azeitona (com um s\u00f3 tronco).<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_2222\" style=\"width: 410px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2222\" class=\"wp-image-2222\" src=\"https:\/\/maedagua.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/Foto-3-olivais.jpg\" alt=\"Olival de cultura intensiva em Ferreira do Alentejo, note-se o reduzido espa\u00e7amento entre as \u00e1rvores\" width=\"400\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/maedagua.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/Foto-3-olivais.jpg 795w, https:\/\/maedagua.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/Foto-3-olivais-300x225.jpg 300w, https:\/\/maedagua.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/Foto-3-olivais-768x576.jpg 768w, https:\/\/maedagua.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/Foto-3-olivais-510x382.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><p id=\"caption-attachment-2222\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"color: #333333;\">Instala\u00e7\u00e3o de um olival de cultura intensiva<\/span><\/p><\/div>\n<p><span style=\"color: #333333;\">S\u00f3 na \u00e1rea de regadio do Alqueva plantaram-se cerca de 30.000 ha de novos olivais, frequentemente \u00e0 custa do arranque do olival antigo, pois citando o relat\u00f3rio do projecto de emparcelamento rural dos coutos de Moura relativamente \u00e0 instala\u00e7\u00e3o do olival, pode ler-se: \u201cem primeiro lugar proceder-se-\u00e1 \u00e0 elimina\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o existente, lenhosa ou herb\u00e1cea, sendo que a parte mais significativa ser\u00e1 constitu\u00edda por olival antigo, que ter\u00e1 ainda valor comercial, quer para lenha, quer eventualmente para transplanta\u00e7\u00e3o para jardinagem\u201d, ou seja nesta pol\u00edtica de intensifica\u00e7\u00e3o e emparcelamento n\u00e3o foram equacionadas medidas que pudessem, por exemplo, incentivar a perman\u00eancia de faixas ou manchas de olival antigo, as quais poderiam funcionar como \u201cbolsas de biodiversidade\u201d, ou mesmo at\u00e9 ao n\u00edvel da valoriza\u00e7\u00e3o e diferencia\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio azeite que viesse a ser produzido nesse conjunto de \u00e1reas olival tradicional. Medidas que se colocavam com maior acuidade na \u00e1rea do regadio do Alqueva, mas que se poderiam tamb\u00e9m aplicar noutras regi\u00f5es produtoras de azeite.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333333;\">Recordemos que as \u00fanicas diferencia\u00e7\u00f5es que poder\u00e3o existir no azeite prendem-se com a chamada denomina\u00e7\u00e3o de origem (DOP), ou os m\u00e9todos de produ\u00e7\u00e3o (agricultura biol\u00f3gica), ou com a qualidade (virgem, extra-virgem). Nestas condi\u00e7\u00f5es de indiferencia\u00e7\u00e3o entre olivais intensivos ou extensivos ou tradicionais, uma boa parte dos segundos, compostos por \u00e1rvores centen\u00e1rias, est\u00e3o condenados ao abandono, pois a colheita mec\u00e2nica \u00e9 impratic\u00e1vel e o custo de manuten\u00e7\u00e3o e colheita manual demasiado elevado face ao rendimento do azeite. Apesar disso alguns propriet\u00e1rios t\u00eam promovido com \u00eaxito as suas marcas de azeite obtidas neste tipo de olivais, com ou sem certifica\u00e7\u00e3o de agricultura biol\u00f3gica.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333333;\">Sabendo-se que em termos de paisagem e biodiversidade, os olivais de cultura intensiva s\u00e3o, comparativamente aos olivais tradicionais, verdadeiros \u201ceucaliptais de azeitonas\u201d, falta uma pol\u00edtica de diferencia\u00e7\u00e3o entre o que \u00e9 o azeite produzido a partir dessas duas distintas formas de cultura. Falta tamb\u00e9m informa\u00e7\u00e3o aos consumidores e aos mercados. Portugal muito teria a ganhar com isso, pois a paisagem e a biodiversidade s\u00e3o tamb\u00e9m valores que devem entrar nesta equa\u00e7\u00e3o e h\u00e1 lugar, e mercados, para os dois tipos de produ\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_2223\" style=\"width: 410px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2223\" class=\"wp-image-2223\" src=\"https:\/\/maedagua.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/Foto-4-olivais.jpg\" alt=\"Oliveiras arrancadas na \u00e1rea de regadio do Alqueva (zona de Beringel). Note-se que neste caso as \u00e1rvores ter\u00e3o sido utilizadas apenas para lenha!)\" width=\"400\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/maedagua.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/Foto-4-olivais.jpg 795w, https:\/\/maedagua.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/Foto-4-olivais-300x225.jpg 300w, https:\/\/maedagua.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/Foto-4-olivais-768x576.jpg 768w, https:\/\/maedagua.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/Foto-4-olivais-510x382.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><p id=\"caption-attachment-2223\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"color: #333333;\">Arranque de oliveiras na \u00e1rea do regadio do Alqueva (note-se que neste caso as \u00e1rvores ter\u00e3o sido utilizadas apenas para lenha!)<\/span><\/p><\/div>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.0.87&#8243; text_font_size=&#8221;13px&#8221; text_line_height=&#8221;1.5em&#8221; background_size=&#8221;initial&#8221; background_position=&#8221;top_left&#8221; background_repeat=&#8221;repeat&#8221; 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Mas quando falamos em olivais podemos estar a falar de coisas muito diferentes. Veja a nossa primeira reflex\u00e3o sobre o tema\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2220,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"on","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","_mi_skip_tracking":false,"footnotes":""},"categories":[68,87,69],"tags":[118,94,117,116,115,119],"class_list":["post-2219","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultivos","category-paisagem","category-patrimonio","tag-azeite","tag-biodiversidade","tag-olival-intensivo","tag-olival-tradicional","tag-oliveiras-centenarias","tag-saramago"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/maedagua.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2219","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/maedagua.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/maedagua.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/maedagua.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/maedagua.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2219"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/maedagua.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2219\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2275,"href":"https:\/\/maedagua.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2219\/revisions\/2275"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/maedagua.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/2220"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/maedagua.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2219"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/maedagua.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2219"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/maedagua.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2219"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}